sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Yoga e Meditação

Texto de SWAMI TILAK.

NÃO EXISTE NA realidade nenhuma diferença entre Meditação e Yoga. Ambas têm a mesma finalidade.

Yoga significa Unidade. Por que necessi­tamos da unificação? Porque temos problemas com a variedade infinita, em que cada coisa difere da outra; e sentimos que não podemos conseguir a felicidade sem obter o sentido da unificação.

Como isto é possível?

Sem dúvida, no mundo exterior esta unificação não é possível; so­mente no mundo interior nós podemos estabelecê-la.

Temos de entrar no mundo interior.

O Passo-a-Passo do Yoga

O Yoga é a ciência do mundo interior. Amigos meus, no Yoga há oito passos a serem percorridos. Os dois primeiros são Yama e Niyama.

Yama significa disciplina, disciplina restritiva; e Niyama é disciplina posi­tiva, aplicada.

Antes de falar sobre os outros passos do Yoga, quero explicar algo sobre Yama e Niyama; porque nenhuma pessoa pode em apenas um mo­mento fazer-se um Yogue.

Ninguém pode meditar se estiver no início des­sas primeiras etapas.

Por exemplo, se uma pessoa pretende ser universi­tária, tem de passar primeiro pela escola, depois entrar no colégio para finalmente ir à Universidade. Assim também, aquele que quer meditar tem de preparar sua atitude mental.

Não-Violência

No campo de Yama, nenhuma atitude de violência pode-se ter contra pessoas ou coisas. Deve-se observar auto-controle, celibato, e não se deve mentir.

Essas coisas são importantes, porque quando uma pessoa, em sua atitude, tem violência contra outros seres, ela também tem continuamente intranquilidade em sua mente; e aquele que quer matar a outra pessoa tem medo que o matem também. Os estudantes de Yoga devem compreender que o medo, sem dúvida, é um reflexo do ódio no coração. Aquele que nenhum ódio tem contra nenhum ser, nada tem a temer.

Não Mentir

Ainda no campo de Yama, a pessoa deve falar a verdade. Sem dúvida, nos parece que as mentiras favorecem nossos interesses; mas nenhuma pessoa pode dizer uma mentira sem precisar di­zer outra, para encobrir a primeira e assim sucessivamente. Mas quando diz a verdade, a nada teme, e a todo tempo cresce a energia em sua mente.

Amigos meus, assim como na mentira, ocorre igualmente com a violência.

O celibato também deve ser praticado.

Pensando em Sexo

É natural que os casados devem ter relação sexual; mas o que não se deve é pensar no sexo todo tempo, porque não sobra tempo para pensar em coisas superiores.

Agora temos que pensar apropriadamente.

Sabendo o que Quer

Podem dizer: essas coisas são muito difíceis. Amigo meu, antes deve determinar-se, a fim de obter essa finalidade na sua vida e só depois deve ver o resultado de sua determinação.

Agora não temos essa determinação, e simplesmente pensamos que não podemos fazer, não temos o poder de fazê-las.

Aquele que tem determinação, pode fazer o que for, segundo sua determinação.

Amigos meus, não devem pensar nas coisas físicas, devem pensar na sua determinação e nada mais.

A Postura  Física

O passo seguinte é a prática do Yoga.

Para tanto devemos adotar uma postura. Qualquer postura, contanto que seja cômoda; porque, para meditar-se, deve se fixar o corpo a fim de que não haja distração causada por alguma dor, impedindo assim de dirigir a mente para o Ser ou Deus.

Por isso. deve-se praticar uma postura.

A postura não significa que seja uma determinada posição; seja uma ou outra posição, também é postura; mas se deve praticar de tal maneira que não mais sinta a necessidade de se mover e assim poder permanecer na posição por longo período.

Um grande Yogue pode sentar-se em uma postura por três horas e meia, sem mover-se. Nesse momento já pode localizar a atenção nas coisas interiores.

No início, o corpo nos apresenta muitos problemas, então temos de controlar nosso corpo; mas nem por isso gastar toda a vida simplesmente aperfeiçoando a postura.

Infelizmente, no mundo ocidental, atualmente, as posturas são muito populares. Em todos os lugares só se pratica e cada vez mais as posturas. É evidente que é só para aumentar a beleza.

Amigo meu, você pode au­mentar a beleza, não faço objeção; mas a beleza não é uma coisa permanente, é simplesmente uma coisa transitória. Devemos usar o Yoga para buscar e conseguir a eternidade.

Respiração

Depois da postura, temos de praticar a disciplina da respiração.

Vocês sabem que onde há respiração está presente a mente. A disciplina para esse controle se chama PRANAYAMA.

O Pranayama tem duas palavras, PRANA e YAMA.

Yama significa disciplina, como já vimos. Prana sig­nifica vitalidade.

Todo o Universo é a manifestação da vitalidade. Essa vitalidade está presente em nossa existência também; e aquele que pode dis­ciplinar sua vitalidade pode controlar todo o mundo!

A vitalidade, então, tem de ser disciplinada. A vitalidade é a base da existência física e mental, também. Amigos meus, essa vitalidade, sem dúvida, está presente em nossa existência como respiração!

Como se sabe que uma pessoa está viva? Quando respira. Essa res­piração se relaciona com o coração, e quando não respiramos bem, reduzi­mos a capacidade fisiológica, criando problemas cardíacos. O coração por sua vez, está relacionado com o cérebro e com o sangue.

Assim, a respi­ração é a manifestação densa da Vida ou vitalidade; e a pessoa pode sem dúvida controlar sua vitalidade pelo controle de sua respiração.

Respiração e Memória

Outro as­pecto importante é que quando você trata de controlar sua respiração de imediato, a mente se acalma e com a mente calma, seu poder de memorizar e recordar aumenta.

Dou um exercício que se pode praticar a qualquer hora.

Como vocês são estudantes, aqui está uma técnica bem simples para facili­tar qualquer estudo e aumentar a memória.

  1. Inale profundamente, mas sua­vemente, e feche as duas narinas.
  2. Force e pressione o ar; force como se fosse exalar, mas sem soltá-lo, e imediatamente sentirão uma pressão em toda a cabeça.
  3. Depois de algum tempo solte o ar pelas narinas. Observe que a mente fica mais clara.

É um processo simples do benefício que o Pranayama proporciona. No início faça-o com prudência. À medida que a prática aumenta você pode aumentar sua capacidade em todos os sentidos, se fizer o exercício com a atenção voltada para si mesmo.

O Pranayama é também para o controle da mente.

Como o anterior, é também um processo simples.

  1. Temos de fechar nossa narina direita com o polegar e inalar pela narina esquerda,
  2. fechar a narina esquerda com o indicador e médio, reter o ar e exalar pela narina direita.

Isto ajuda a purificar os nervos.

Aparentemente parece simples demais para ser tão importante. Uma pessoa pode controlar o cérebro, todo o corpo e todas as coisas quando domina suas paixões, e isto pode-se obter simplesmente pelo controle de sua respiração. Vocês talvez não tenham ideia da importância desta verdade.

Controlando os Estímulos Externos

O seguinte passo é o processo para controlar nossos sentidos.

Ver e olhar. Há diferença entre ver e olhar, não? Em ver não está presente a intenção, em olhar, sim. Quando vejo uma coisa pondo intenção então ver se converte em olhar. Assim também há diferença entre ouvir e escutar. Ouvir é natural, pode-se ouvir qualquer coisa, mas quando se trata de ouvir intencionalmente, a essa ação chama-se escutar.

Sendo assim, o Yoga diz que uma pessoa deve ver, mas não deve olhar.

Deve ouvir, mas não escutar. Para conseguir isto, tem de se praticar. Eu simplesmente vejo, mas não aplico minha intenção deliberada. A mesma disciplina se aplica ao sentido do gosto.

Viciado em Sabor

Também eu como, mas não tenho o prazer do gosto da comida. É muito difícil, não? Mas não é impossível.

Uma pessoa pode ter o poder de controlar sua vida.

A essa disciplina se chama PRATYAHARA. Algumas pessoas acham que Pratyahara é simplesmente jejuar. Parece-me que só o jejum físico não é suficiente, porque não é verdadeiro jejum.

Explico: os órgãos têm seu alimento próprio e diferente. Os olhos têm um tipo de alimento, os ouvidos têm outro, e o nariz, também, outro. En­tão, temos que restringir todos os tipos de alimento, por uma simples razão­: a mente se fortalece com a energia poupada no jejum dos sentidos.

Concentração

Ainda temos mais três passos a percorrer no campo do Yoga; e eles são muito importantes.

O primeiro dos três passos DHARANA, e logo vem DHYANA e depois SAMADHI.

Por favor, deem a devida atenção, porque essas etapas conduzem diretamente à Meditação.

DHARANA significa pen­sar somente em uma coisa por vez e em nada mais. É muito difícil. Essa dificuldade consiste em que você, por exemplo, está agora em um lugar de aula ou de trabalho; mas só está seu corpo, porque sua mente está com seus amigos, ou em compromissos; e seu sentimento em outro lugar. Isto cria muitos problemas para você e nada de positivo produz.

Amigo meu, quando você está no cinema, não deve pensar na aula ou no trabalho. Fique por inteiro onde estiver. Claro que isto necessita controle também.

Meditação

DHYANA significa pensar constantemente em uma coisa. Outra categoria de pensamento não deve interromper aquele pensamento. Por exemplo, quando eu tiver um livro em mãos, tenho que pensar constantemente só nesse livro.

Vocês têm que convencer-se de uma notável verdade: é que todas as grandes pessoas têm essa capacidade, e que ninguém pode fazer-se um cien­tista sem ter esse poder. Vocês devem estudar a vida do Dr. Einstein, de Newton. Na vida dessas pessoas encontramos esse pensamento constante, em uma coisa só.

Um dia Einstein estava conversando com um amigo e já eram dez horas da noite, quando o amigo disse-lhe:

- Doutor, já é muito tarde.

Mas continuaram a conversar por mais tempo. Então o amigo disse novamente:

- Doutor, além de ser muito tarde, não conseguiremos mais condução; então temos de sair já.

Mas a conversa continuou. Por fim o amigo disse:

- Pos­so chamar um táxi?

O Dr. Einstein teve uma grande surpresa e disse:

- Sou eu que tem que sair? Pensei que estava na minha casa e você teria que sair.

Em outra ocasião, o Dr. Einstein viajava de trem e perdera seus bilhetes. As autoridades disseram-lhe:

- Não tem importância; nós sabemos quem o Senhor é. Cremos na sua palavra.

Mas o Dr, Einstein respondeu:

- Muito bem, vocês creem em minhas palavras, mas meu problema é que não sei para onde me dirijo. Sem ver o bilhete neste momento, não me lembro para onde tenho que ir.

Aí temos um exemplo típico de abstração total. Um pensamento onde não é possível recordar mais nada que seja diferente de sua finalidade. A diferença entre um cientista verdadeiro e um estudante de ciência está em que um estudante de ciência estuda para receber diploma e um Einstein estuda simplesmente por estudar e trabalha por trabalhar.

Assim sendo, a fonte do êxito no mundo é a concentração em um pensamento! Isto é DHYANA.

Pensar e Concentrar

Então dissemos que a princípio se deve pensar numa coisa por vez, e que logo a seguir se deve ter o pensamento constante em uma só coisa, e depois de pensar, tem que parar de pensar para se concentrar.

Neste mo­mento não temos mais de pensar, mas sim concentrar.

Há diferença entre pensar e concentrar. Posso pensar neste gravador, por exemplo, e também só concentrar minha mente nele. Quando penso no gravador todas as ideias sobre o gravador vêm a minha mente e mais nada. Isto quer dizer que minha mente não flutua e nesse momento fica firme.

Quando uma pessoa pode pensar consecutivamente em uma coisa durante trinta segundos sequer, isso já é muito raro, porque trinta segundos é muito tempo para o estado mental em geral. A mente não pensa constantemente nem dois segundos apropriadamente; logo divaga. A cada instante muda! Então, só depois de parar a nossa mente ficamos aptos para pensar!

Controle da Mente

Podemos controlar qualquer coisa, mas o controle da mente é muito difícil. Um grande Santo da Índia diz:

- Conheço pessoas que podem voar no céu; conheço pessoas que podem andar no oceano; mas nenhuma pessoa conheço que tenha controle perfeito sobre sua mente!

A mente é muito forte, muito poderosa. Portanto, tratemos de pensar seguidamente pelo me­nos por trinta segundos em algo, então podemos primeiro focalizar e só depois fixar a mente em uma figura ou símbolo qualquer.

Se Ligando com a Divindade

Antes é importante que compreendamos que a imagem da concentração atinge nossa personalidade.

Por isso é recomendável que fixemos a mente na figura de Cristo ou a do Senhor Buddha, ou na de Krishna, ou na de qualquer pessoa divina.

A escolha é um direito que lhe assiste.

Quando pensamos em Cristo ou concentramos nossa mente na figura de Cristo, sem dúvida o poder d’Ele desce a nós porque a mente é Universal; e nossa mente individual é simplesmente uma parte ou uma manifestação da Mente Universal.

Tomemos a lâmpada de eletricidade como exemplo; quando a ligamos, imediatamente temos luz.

Essa luz está sempre presente na eletricidade.

Para que se manifeste essa luz, necessita apenas de uma lâmpada.

Assim, Cristo está presente todo o tempo na Mente Universal, e Krishna também está presente sempre. Todos os sábios e santos estão presentes na Mente Uni­versal!

Logo que possamos identificar nossa mente com essas personalidades divinas, só então poderemos receber de sua manifestação.

Meditação e Visuallização

Voltemos à focalização. No início, focalizemos toda a imagem. Com o tempo a reduzimos cada vez mais.

Assim, tomemos a imagem de Cristo completa, no começo. Depois a reduzimos até os joelhos, logo depois até a cintura. Passado mais algum tempo de prática reduzimos a imagem até os ombros: logo focalizamos somente o rosto de Cristo; a seguir, só os olhos; para finalmente, nos olhos ver a luz brilhante.

Nesse momento nossa mente se funde com uma grande luz, e todas as imagens e nomes que estão em nossa mente se vão também.

Iluminação

Amigos meus, nesse momento ainda temos duas coisas: a luz e nossa consciência, que vê essa luz. Sem dúvida isso é SAMADHI. Assim que pudermos concentrar durante 30 minutos, direto, então temos o SAMADHI.

SAMADHI significa SAM-ADI, SAM é equilíbrio e ADI é mente ou es­tado mental. Quando uma pessoa pode manter o estado de equilíbrio em sua mente por 30 minutos, tem SAMADHI.

Há dois tipos de Samadhi: Nirvikalpa Samadhi e Sarvikalpa Samadhi.

Sarvikalpa significa Eu ou Minha Consciência; e a alternativa da minha consciência ou o objeto dela. Quando em minha mente fica só uma coisa, nada mais, esse Samadhi é Sarvikalpa Samadhi, porque sou eu e mais a outra coisa. Vejo então que ambos estão presentes.

Mas quanto mais uma pessoa focaliza sua mente nesse objeto, sem dúvida, esse objeto também se dilui. Neste momento não fica nada mais que a consciência pura. É o Nirvikalpa Samadhi.

Consciência Pura

Ora, consciência pura não é inconsciência.

Eu digo que não é certo. Agora, por exemplo, vemos a luz. Por que a vemos? Porque os objetos são iluminados. Quando tiramos todos os objetos iluminados não podemos mais ver a luz pura. Não é possível, porque a luz pura não pode ver-se. Mas nesse momento, a luz, não pode deixar de existir.

A luz é luz sem­pre; haja ou não objetos iluminados, a luz não pode perder seu poder.

As­sim também, haja ou não objetos da consciência, a consciência não se tor­na inconsciência, em nenhum momento. É verdade. Então no Samadhi uma pessoa simplesmente tem Consciência Pura! Quer dizer que não existe ne­nhum objeto, ideia ou alternativa da consciência.

Amigos meus, todas as ideias são simplesmente uma forma da cons­ciência, nada mais! E quando a consciência não tem mais forma alguma nela, mesmo assim ela existe. Então, não há motivo de nenhuma pertur­bação. Nesse momento não existe o nascimento, a morte; não existe o mal nem o bem, nada existe exceto a Consciência Pura!

A Realização

Amigos meus, isto é algo muito grande! Nesse momento a pessoa realiza a Verdade do Universo. Nesse momento realiza o que eu canto sempre:

Onde brilha o Ser não brilha o sol, nem a lua, nem as estrelas, nem o relâmpago: aí não há o fogo, tampouco; tudo brilha porque brilha o Ser, o Ser ilumina tudo.

Todo mundo é iluminado! Como? Pela sua Consciência ilumina todo o Universo! Aqui cabe perguntar: Fora da tua consciência onde está Deus? Aquele que conhece ou tem experiência da realização da consciência pró­pria, nada tem a temer na vida. Porque essa pessoa nunca perde nada, nem tampouco nunca ganha nada. Todas as coisas simplesmente são como as ondas na consciência, nada mais!

Mas às vezes, os filósofos discutem muitas coisas. Uma maioria de professores, no mundo inteiro, diz que a consciência é um produto da matéria, do cérebro.

Consciência e Cérebro

Amigos meus, eu pergunto: Quem afirma a existência desta cadeira? É a sua consciência e não a matéria. A cadeira não tem poder de falar. É a sua consciência que aceita a existência da cadeira. O mesmo acontece com a existência do cérebro. É simplesmente minha consciência que aceita.

Devemos compreender apropriadamente algo mais: nenhum biólogo e nenhum cientista pode jamais produzir a consciência na matéria inconsciente!

Como podemos dizer, então, que o cérebro tem consciência?

Sem dú­vida o cérebro, neste momento, também será consciente. Então, indireta­mente fala-se que o cérebro consciente produz a consciência. Que tipo de argumento é esse? O cérebro inconsciente nunca pode produzir consciência. É algo assim como dizer que o copo que contém água produz a água. Ademais, o lugar do cérebro inconsciente é no cemitério.

"A matéria 'consciente' produz consciência". Isto significa que a ma­téria consciente tinha consciência anteriormente, e simplesmente esta cons­ciência flui, nada mais. A Consciência é sua própria Existência!

O corpo não pensa, não sente: você sente! Sem a sua consciência o corpo nada pode sentir. Quando algumas pessoas dormem com os olhos abertos elas não veem. É verdade. Têm olhos mas não veem, porque neste momento sua consciência não está presente nos olhos. Então, toda sua experiência é nada mais que uma manifestação de sua consciência.

Ainda hoje, infelizmente, tratamos de relacionar nossa consciência com outras coisas, e então resulta a experiência da Consciência relativa. Nós temos que realizar a Consciência irrelativa! A Consciência Absoluta! Sem dúvida esta consciência está presente em nós! E a finalidade do Yoga é a realização dessa Consciência Absoluta. Sem dúvida, não há maior realização no mundo do que esta Consciência Absoluta!

Agradeço a atenção; e se houver perguntas poderei respondê-las.

Fonte: Jnana Mandiram.





6 comentários.

Anônimo disse...

Oi Dudu! Ultimamente tenho lido bastante sobre a cultura hindu e visto videos sobre India. Tenho tido alguns questionamentos e resolvi escever para compartilhar com alguem. Na India estes iogues vivem uma vida apenas espiritual. Praticam meditacao o dia inteiro, ficam nas ruas se exibindo em poses estranhas, fumam haxixe e bebem soma, alguns se tornam faquirs. Tudo em nome da fe e de querer evoluir espiritualmente para se libertar da roda do samsara. Fogem de morrer e renascer como diabo foge da cruz. Este e o objetivo maior deles, nao voltar a ter que nascer. Tem alguns que ate deixam de comer e passam a se alimentar de prana. Dai eu fico me perguntando: sera que eles realmente irao atingir o objetivo? Eu penso que nao, alias, tenho quase certeza. Esses iogues ao meu ver tem um ego e um egoismo mt grande. Na cabeca deles, nascer e algo tenebroso, viver e sempre sofrimento, eles nao fazem nada produtivo na vida, eu ainda penso que por tras deste tipo tido so passe lixo na mente deles. E minha opiniao, mas nao critico. Eles tem amor a deus e ao proximo, embora por causa da religiao o homens faca coisas consigo mesmo que deus nao gostaria. Abracos

Canto do Dudu - Dudu Lopes disse...

Oi, querido(a) anônimo(a)!

Siddhārtha Gautama, o Buda, depois de praticar esse caminho desse tipo de yogues que descreveu, chegou a conclusão de que não era por aí. Buda compartilhou da sua opinião.

De minha parte, acho que essas práticas são importantes em alguma ou algumas vidas se não não existiriam, nem que seja para descartá-las na prática, o problema é tomá-las como um fim em si mesmo.

O objetivo do Yoga não é não renascer mais no Plano Físico. O objetivo do Yoga é atingir o Samadhi que é um estado fora da natureza, fora da existência em qualquer plano (astral, causal também), de unidade com o Absoluto, coisa que nós não entendemos e não entenderemos tão cedo. Porque não é uma questão intelectual mas prática.

Um dos defeitos da cultura Hindu, na minha opinião, é apontar o objetivo ou o estado de perfeição em qualquer prática como se fosse algo a ser alcançado numa questão de meses ou anos. Somando isso ao defeito da cultura cristã-semítica, que permeia o ocidente, que nos inculca que a gente só tem UMA vida pra viver e temos que aproveitá-la da melhor maneira possível, a prática do Yoga no ocidente pode criar um nível de decepção enorme.

De minha parte, pratico o Yoga de Patanjali naquilo que dá, procurando desfrutar dos prazeres que me são necessários e eliminar o sofrimento que posso eliminar ou evitar.

O Hinduísmo aponta caminhos e não estabelece o que é certo ou o que é errado, porque, provavelmente, o que eu vivo não é certo para aqueles yogues que me parecem, assim como pra você, uns exagerados inconsequentes.

Uma excelente literatura para se entender o Hinduísmo é "The Complete Works of Swami Vivekananda", começando pelo primeiro volume.

Um abração,
Dudu.

Ney Pedra disse...

Bom dia e que tenha um bom ano.
Este hindu esteve aqui no Brasil com um outro, o Gioti (acho que se escreve assim). Ele ainda está encarnado e onde.
Um abraço fraternal.
Ney Pedra - pedraazul@globo.com

Canto do Dudu - Dudu Lopes disse...

Oi, Ney!

Swami Tilak faleceu em 1984, num acidente de carro na Espanha.

Swami Jyothi, hoje conhecido como Swami Prakashamayananda, vive na Índia em idade avançada.

Um ótimo 2013 pra você também!

Um abração,
Dudu.

Ney Pedra disse...

Obrigado pela resposta. Soube do acidente, inclusive que se despediu. Quanto ao Jyoti em que cidade da Índia está. Estou planejando ir lá, este ano e se houver condições irei visitá-lo, embora não fale inglês.
Um abraço.

Canto do Dudu - Dudu Lopes disse...

Infelizmente, a única informação que tenho de Swami Jyothi é a desse link:

https://picasaweb.google.com/lh/photo/EjJhGexrEojsTLEuZpwVYA

A partir de lá, talvez consiga mais informações.

Um abração,
Dudu.

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